Batalha: a praçalhada

11 Junho, 2009 8:140 comentários

As praças determinam a qualidade de vida urbana e garantem gratuita e livremente, o convívio cultural e social dos indivíduos. Infelizmente não é bem isso que podemos observar em nossa cidade, percebe-se que para o poder público, praça é apenas algo onde existem alguns bancos e em sua volta se fazem alguns eventos anuais.

Nesta sexta-feira (12.06.2009) o legislativo batalhense estará se reunindo, novamente, para aprovar a doação de um novo terreno, onde deverá ser construído o posto do INSS. A importância deste benefício (Posto do INSS) para o nosso município é algo inquestionável.

Porém sabemos que, paralelamente ao crescimento urbano, deve haver o aumento da demanda por áreas destinadas ao lazer público, seja pela implantação de novas áreas, ou ainda pela reformas das existentes, e fundamentalmente, pela conservação de todas elas. Há duas semanas, foi colocada em votação a construção desse mesmo prédio na descaracterizada praça do mercado (Fernando Castro), porém sabemos que não foi aprovado pelo INSS devido ao tamanho do terreno. Hoje nos deparamos com outra votação e o terreno em questão nada mais é do que outra praça (João Pessoa), mas essa totalmente “virgem”, que fica defronte a Unidade Escolar Maria do Carmo.

Infelizmente, este espaço o qual será votado, para muitos não passa de uma área inútil, pois da maneira em que se encontra não deixa de ser uma verdade, contudo se procurarmos ao invés de destruir totalmente esse local, investindo nele (pavimentado), esse pensamento mudaria. Será que já não basta o que fizeram com a Praça do Mercado?

Alguns gestores acham que investir numa praça, por exemplo, é lhe construir vários prédios públicos (exemplo temos a praça do mercado), ou bares como (na praça da vila kolping). Devemos sempre planejar nossa atuação sobre a paisagem tendo sempre presente quais são as necessidades sociais e de uso do espaço em questão, estabelecendo desta forma um vínculo “afetivo” com a comunidade. Esta relação de apego à área cria mecanismos de controle e participação por parte da população, evitando depredações e mau uso dos ambientes e equipamentos.

Para finalizar gostaria de perguntar:

– Será que não existe mais nenhum terreno que possa ser doado ao INSS, apenas nossas praças?

– Não seria, mais fácil ao contrário de acabar, cuidar e construir algo para o lazer das pessoas?

– Algun dos representantes desse projeto já procurou ouvir a opinião da população circunvizinha daquele local?

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