Dono de construtora responsável por obra em Batalha é preso pela PF

21 Junho, 2017 12:170 comentários

O delegado de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Albert Sávio Moura, informou nesta quarta-feira (21) durante entrevista coletiva que oito pessoas foram presas e outras cinco tiveram condução coercitiva à sede da PF. A operação batizada de “Pastor” de combate a desvio de recursos públicos, cumpriu 14 mandados de busca e apreensões em Teresina, São Raimundo Nonato e Dom Inocêncio.

Entre os presos estão Inocêncio Leal Parente, ex-prefeito de Dom Inocêncio, e empresário Décio de Castro Macedo, dono da Construtora Genipapo Ltda,  que foi contratada em 2012 para construir a Creche do Pró-Infância, localizada no conjunto Pedra do Letreiro em Batalha (Pi). Na época, a obra foi orçada em 1.428.104,26 milhão. Atualmente a obra está parada.

Coletiva da Operação Pastor na Polícia Federal – Foto: Cidade Verde

O delegado informou que um agente público da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) é alvo de condução coercitiva da operação em Brasília.

Ao todo, a operação” Pastor”, que faz referencia ao nome do município de Dom Inocêncio, cumpriu oito mandados de prisão, sendo duas prisões preventivas e seis temporárias, além de cinco conduções coercitivas.

“Todas as prisões e conduções foram feitas em Dom Inocêncio, São Raimundo Nonato e Teresina. E somente uma condução coercitiva em Brasília”, informou o delegado.

A Polícia Federal explicou que empresas recebiam pagamentos por obras que nunca foram executadas. Os recursos eram referentes ao FNDE, Funasa e Codesvaf.

Só em Dom Inocêncio foram desviados R$ 5 milhões. O delegado Albert  Moura informou que o valor pode ser maior porque as empresas tinham ligações com mais 15 municípios.

“O prefeito de Dom Inocêncio fazia pagamentos sabendo que as obras não foram executadas”, acrescenta o delegado.

A representante da Controladoria Geral da União (CGU), Érica Lobo, disse que o órgão analisou documentos e matérias que subsidiaram as investigações. Segundo a CGU, as inexecuções contratuais ocorriam quando os repasses referentes aos convênios já tinham sido pagos aos municípios ou para as próprias construtoras.

“O desvio em qualquer área é grave, mas se torna pior quando é retirado de verbas da Educação porque mata o futuro da criança, ainda mais de um município onde há poucas opções”, destacou Érica.

O procurador da República, Patrício Noé da Fonseca, informou ainda que o ex-prefeito de Dom Inocêncio é considerado o chefe da ação criminosa.

 

 

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