A população do Piauí sempre fica para trás, até na energia solar

29 Setembro, 2017 15:020 comentários 6 views

A foto ao lado é de uma casa no estado de Santa Catarina, a residência  faz parte de um projeto que possibilita o acesso das famílias a produção de energia solar. O Projeto Bônus Eficiente Linha Fotovoltaica, uma parceria entre a Celesc (Companhia Elétrica de Santa Catarina) e a Engie Solar, que subsidiou a instalação de sistemas fotovoltaicos residenciais para mil catarinenses. Cada projeto instalado custou cerca de R$ 16.750,00.

Este é um piloto do projeto que iniciou este ano e segundo as informações da Celesc 135 equipamentos  já estão em funcionamento. Ai que é mais uma vez a  vergonha para o estado quer ser o maior produtor de energia fotovoltaica do Brasil. A Eletrobras Piauí fica mais uma vez comendo moscas, no que diz respeito a alternativas para a geração de energia limpa e sustentável para a população do Piauí.

Leia a um trecho de uma matéria  da Celesc sobre o assunto : O Projeto o Bônus Eficiente Linha Fotovoltaica já instalou 135 dos mil sistemas fotovoltaicos previstos. A iniciativa é um marco para a energia solar no País, tanto por sua proposta inédita de oferecer subsídio na compra quanto pelo número de unidades disponibilizadas. Atualmente, em todo o Brasil, existem apenas 11 mil desses sistemas conectados à rede elétrica.

Com recursos de R$11,3 milhões do Programa de Eficiência Energética ANEEL/Celesc, o projeto acelera a popularização da microgeração de energia em Santa Catarina. Os consumidores aprovados adquiriram sistemas fotovoltaicos de 2,6 kWp, pagando apenas R$ 6.700,00, ou seja, 40% do custo total praticado no mercado.

“O benefício para o consumidor é a economia na conta de energia elétrica que, após a instalação dos painéis fotovoltaicos, pode chegar a R$ 2 mil por ano. Com isso, o investimento individual no sistema será recuperado em pouco mais de três anos”, esclarece o chefe da Divisão de Eficiência Energética da Celesc, eng. Marco Aurélio Gianesini. 

Voltando para o Piauí constatamos a diferença. Primeiro na ação da empresa trabalha com isso,  porque não existe projeto (pelo menos de conhecimento do Blog) no Piaui que as  residências gerem energia. Para que o consumidor do Piauí possa ter sua conta reduzida e gere energia para fortalecer o abastecimento.  Aqui no Piauí se a pessoa quiser gerar energia fotovoltaica tem que fazer tudo só, sem o incentivo do Governo do Estado e muito menos da Chesf e Eletrobras.

O existe neste momento é o debate sobre a possibilidade de privatização da Eletrobras e da Chesf.  Em um evento realizado na Assembleia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (28),  uma audiência pública discutiu a proposta de privatização da Eletrobras e da Chesf. A proposta, de autoria da deputada Flora Izabel (PT) reunião representantes do Sindicato dos Urbanitários, Chesf, Eletrobras e os deputados Evaldo Gomes (PTC), Firmino Paulo (PSDB) e Juliana Moraes Souza (PMDB).

Pelo material divulgado pelo no site da Assembleia Legislativa o evento não discutiu a proposta,  mas foi um debate contra a privatização, o que é legítimo, os atores políticos tem que se posicionar. Aqui no Piauí a grande maioria da classe política é contra.  O que soa estranho  e não dá para entender  é o posicionamento do governo do Estado e sua grande bancada na assembleia, que são contra a privatização da Eletrobrás/Chesf.  Mas defendem com unhas e dentes om um ambicioso projeto de privatização por meio das Parceiras Publico Privadas. Como o que aconteceu recentemente com a abastecimento de água da capital, que foi entregue para a inciativa privada.  Talvez a diferença é porque o processo é conduzido pelo Governo Federal, e não pela gestão estadual.

Segundo a deputada Flora Izabel, a preocupação é com a população mais carente. “Existe uma preocupação muito grande porque onde houve privatização houve aumento do preço da energia e o fim da tarifa social. O próprio agronegócio, setor agrícola, é prejudicado e há demissões de trabalhadores. Então é nesse sentido que nós somos contra e trouxemos o debate aqui para a Assembleia para que a Casa possa acompanhar esse processo, que já foi iniciado com a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) ontem”, explicou a deputada Flora Izabel.

Palestrante do evento, o economista da Eletrobras Piauí, Antônio Pereira, disse que com a privatização a tarifa de energia elétrica deverá sofrer pelo menos quatro reajustes nos próximos 12 meses.

O presidente do Sindicato dos Urbanitários, José Paulo Sampaio, também defendeu a não privatização e a criação de uma frente parlamentar em defesa das estatais.  Ele disse que a Eletrobras tem recebido muitos investimentos e tem melhorado o acesso das pessoas a energia elétrica e a qualidade. Citou o caso de Teresina onde a Chesf está com uma estação pronta na região da Taboca do Pau Ferrado que deve ser colocada em operação agora em outubro para melhorar o fornecimento de energia na capital. “Além do aumento na tarifa, o risco de demissão dos funcionários é muito grande. Sem falar que a tarifa social não existirá mais, uma vez que as empresas privadas só buscam o lucro”, completou.

Mozart Bandeira, engenheiro e ex-diretor de operações da Chesf, também defendeu a estatização das empresas. “A privatização da Eletrobras, em especial a Chesf, não significa apenas entregar patrimônio construído pela engenharia nacional, mas também a privatização da água, porque os rios onde estão instaladas essas barragens serão usados para outros fins com o objetivo de gerar mais e mais lucro”, alertou.

Governo do Estado é contra privatização

Representando o Governo do Estado, o procurador Geral do Estado Plínio Clêrton Filho, trouxe a mensagem do Governador Wellington Dias. “Governo do Estado já externou a sua posição contrária a privatização da Chesf e da Eletrobras. O Governador do Estado, junto com todos os Governadores do Nordeste, assinaram uma declaração conjunta pugnando pela manutenção do caráter estatal das empresas de energia elétrica Chesf e Eletrobras. Nós acreditamos que a venda da Eletrobras e suas usinas pelo valor que foi estimado é uma destruição do patrimônio público. Esses R$ 20 bilhões que estão sendo colocados é infinitamente menor que o valor de mercado real dessas empresas. Nós achamos que eles valem, pelo menos, 10 vezes mais do que o valor proposto. Só a Chesf tem dez vezes mais capacidade instalada do que a CEMIG e suas quatro usinas, que foram vendidas ontem por R$ 12 bilhões”, explicou o procurador.

Por isso que o Piauí fica para trás. Na discussão tanto os sindicalistas, como o pessoal da Eletrobras e Chesf estavam mais preocupados com a possibilidade de perda de seus empregos e força política (afinal as duas empresas são máquinas de voto). Do que propriamente discutir uma viabilidade econômica das empresas, que passa por exemplo por projetos de geração de energia, como o citado no inicio do texto. O sentimento da população em relação a questão é a mesma da privatização da Agespisa, as pessoas querem uma energia de qualidade,  não importa quem forneça.  Qualidade esta que a Eletrobras e a Chesf deixam a desejar por muito tempo.

Nota: O sistema Eletrobras é composto por 233 usinas, sendo 47 hidrelétricas, 114 termoelétricas, duas termonucleares, 69 eólicas e uma solar. A empresa gera 170 mil gigawatts/hora (Gwh) de energia, sendo a maior companhia do setor elétrico da América Latina, responsável por atender um terço do consumo anual de eletricidade do Brasil.

Com Informações Ascom Celesc/ texto e foto

Ascom/Assembleia do Piauí

Deixe um comentário nesta matéria