Falar em cultura, em Batalha, é meio complicado.

9 Novembro, 2006 8:470 comentários

MiltonFilho_fb_001Hoje conversei demoradamente com a queridíssima Jacqueline Melo. Outrora habitante de nossa “quente” Teresina, a conterrânea mora em Buenos Ayres, na Argentina, onde acompanha o maridão, o bom caráter Dilmar Silva, nos negócios. Ela é financeira da CCIARG, uma companhia de transporte internacional.

Discutimos, no MSN, sobre vários assuntos, e não esquecemos, é claro, de nossa Batalha, ponto em comum de nossas origens e para onde divergem nossos melhores pensamentos – pelo menos os meus e os dela.

Mas, para falar a verdade, um dos pontos que pouco conversamos foi sobre cultura. Aliás, discutia, ontem, na Praça Pedro II, durante o XXIV Salão de Humor do Piauí, com o colega de Trabalho Willian Tito, que preside o Sindicato dos Artistas do Piauí e o apresentador Mariano Marques, sobre Cultura. É um ponto que não rende votos porque abre a cabeça do cidadão e inculte nela um bando de valores que, nestes tempos de Brasília efervescentemente corrupta, não agrada a muitos.

Falar em cultura, em Batalha, é meio complicado. Nem mesmo esses 151 anos de nossa terra foi capaz de superar as querelas políticas do lugar. Tudo o que se quer ou se vai fazer naquele santo lugar é logo interpretado como ação política, como se tudo o que movesse o mundo girasse em torno de uma cadeira na Vereança ou uma poltrona no Gabinete Oficial. Ledo engano!

Esse blog, que nem sabia como postar, há minutos atrás, servirá para a discussão desses temas, assuntos e outras coisas mais. Discutir, aqui, política pública séria para a cultura batalhense. Se não der para implementá – las, pelo menos buscar salvar as pouquíssimas manifestações culturais que ainda resistem ao peso do tempo e das ações políticas de seus governantes.

Não é dar pão e circo. É fazer valer o resgate das tradições culturais. É aquela história: “a palavra assanha e o exemplo arrasta”. Queremos usar o poder da palavra para aguçar o sentido dos cidadãos que nos acessarem, dando o exemplo para atraí – los à nossa causa. Não sem justiça, outros lugares mantêm suas tradições.

Se não, vejamos:

Estive várias vezes em Amarante, assistindo as apresentações dos rfemanescentes do Quilombo Mimbó, na comunidade de mesmo nome: rodas de São Gonçalo, Pagode e tantas outras danças e manifestações afro, que foram passadas geração a geração; Oeiras, primeira capital, além de preservar sua riquíssima arquitetura, não brinca quando o assunto é o resgate das tradições culturais. Notabilizou – se como a Terra da Fé, com a sua Semana Santa internacionalmente divulgada e visitada. Parfnaíba não deixou passar o tempo e preserva o Encontro de Bandas de Músicas, embora um dos maiores ícones da musicalidade piauiense seja o inesquecível Manoel Fabiano. Está, pois, na hora de arregaçar as mangas da paralisia do tempo e partir para a maratona do resgate de nossas tradições. Com respeito, e muita responsabilidade!

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