Leilão de aeroportos arrecada R$ 4,2 bilhões em investimentos

15 Março, 2019 12:100 comentários

O leilão de três blocos de aeroportos feito na manhã desta sexta-feira(15) pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), atraiu o investimento de R$ 4,2 bilhões para o país, ao longo de 30 anos, prazo de concessão estabelecido. Desse total, R$ 2,3 bilhões, incluindo o lance mínimo e o ágio ofertado, serão pagos na assinatura do contrato.

Ao todo, os 12 aeroportos leiloados nesta quinta rodada do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) representam quase 10% do mercado doméstico e têm movimentação de 20 milhões de passageiros por ano.

Resultados

O Bloco Nordeste, formado pelos aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Campina Grande (PB) e Juazeiro do Norte (CE), foi arrematado pelo consórcio AENA Desarrollo Internacional SME S.A. por R$ 1,9 bilhão, com ágio de 1.010% em relação ao lance mínimo inicial, de R$ 171 milhões. 

Os aeroportos de Vitória (ES) e Macaé/RJ, que compõe o Bloco Sudeste, foram arrematados pelo consórcio Zurich Airport Latin America LTDA., com ágio de 830,1% em relação ao valor inicial de R$ 46,9 milhões. O grupo ofereceu R$ 437 milhões pelos dois terminais.

Já o Bloco Centro-Oeste, composto por Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta, todos no no Mato Grosso, foi arrematado pelo Consórcio Aeroeste, formado pelas empresas Socicam Terminais Rodoviários e Representações LTDA e Sinart Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico LTDA. O grupo pagou R$ 40 milhões pelos quatro aeródromos, com ágio de 4.739% em relação ao lance mínimo inicial de R$ 800 mil.

Em entrevista coletiva, o ministro frisou que o leilão de hoje mostrou que os investidores estrangeiros vieram para ficar. “Estão acreditando no Brasil, no crescimento do nosso mercado. Pela experiência que têm, vão fazer um ótimo trabalho e nós vamos atingir o objetivo da política pública, que é melhorar a prestação de serviço”

Blocos

É a primeira vez que o governo faz leilão de aeroportos em blocos, um modelo já usado no exterior e que deve levar desenvolvimento para aviação regional. “Nós vamos ter uma série de aeroportos de menor porte que vão ser alimentadores de hubs, com certeza isso vai trazer impulso para a aviação regional”, explicou o ministro.

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