Não há nenhuma contradição!

12 Junho, 2009 7:360 comentários

Depois da publicação do artigo “A PRAÇALHADA”, recebemos uma ligação da assessoria do Prefeito Amaro Melo, questionando a nossa posição no dito artigo. O assessor dizia não enteder mais nada! Segundo ele, eu (Everardo Torres) estava caindo em contradição?, afinal, tinha sido favorável a construção do posto do INSS na descaracterizada praça Fernando Castro, mas agora, estava contra a construção do mesmo posto, na praça João Pessoa, que fica defronte a Unidade Escolar Maria do Carmo, pertinho da residência de dona Loló. O Assessor perguntou também por que o blogueiro não sugeria um terreno. Me acusou de estar fazendo cena contra o vereador Neném.

Primeira informação: fui sim, a favor da construção do posto do INSS na descaracterizada praça Fernando Castro, por entender, que lá, deixou de ser praça faz tempo. No local foi construído, como já disse, a Secretaria Municipal de Educação, a sede da antiga Telepisa, com monstruosas torres de comunicação, Mercado do Pequeno Produtor, Agespisa, além de um amontoado de barracos.

Segunda informação: em Batalha existem terrenos e casas que poderiam ser desapropriadas pela prefeitura para a construção do citado posto. Para ilustrar o que digo, cito uma área onde funciona o Clube Cleto’s Show House, que mede mais de 50 de frente por 100 de fundo e que fica aproximadamente 300 metros de distância da sede da prefeitura. O dono está “doido” pra vender.

Terceira informação: não estou contra ninguém, muito menos contra o vereador Neném. Critiquei o edil, mas por ele invocar somente agora a Lei Orgânica do município, quando deveria ter feito isso á décadas. Assim, teria evitado a destruição da “Praça Fernando Castro”, que hoje, encontra-se quase totalmente estrangulada.

Pois bem. É claro que a comunidade quer e precisa do posto, mas a mesma comunidade quer, necessita e precisa da praça, que também é uma questão de saúde pessoal e social. É inadmissível que a prefeitura não encontre alternativas que não seja ocupar, “destruir” a praça, aliás, que precisa ser pavimentada e iluminada. Essa praça existe há mais de 30 anos sem qualquer atenção do poder público.

Destruir a praça – a única da localidade – com a construção de um posto do INSS é imprimir uma lógica burra, ultrapassada, carcomida pelo cimento. Em várias partes do Brasil e no mundo o debate é o seguinte: as prefeituras estão comprando quadras inteiras onde só se têm casas e prédios, colocando tudo no chão para dar lugar a áreas verdes de lazer, isto é, praças e parques.

Certamente a comunidade organizada, outras entidades da sociedade e o Ministério Público vão continuar na luta justíssima pelo posto do INSS. Que ele venha logo, mas que sua chegada não signifique a destruição de um bem comum, que não signifique um ataque ao meio ambiente, que não seja, contraditoriamente, um sinal de doença social provocada pelo fim da praça. Prefeito e vereadores, a vida em Batalha está ficando muito ruim no quesito qualidade de vida. Não acelerem esse processo!

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