Sérgio Moro Ministro é a melhor notícia política no Brasil desde o Real

2 Novembro, 2018 13:380 comentários

Juiz Sergio Moro – Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

Que dia espetacular para o Brasil! O presidente eleito Jair Bolsonaro convidou e o juiz Sérgio Moro aceitou ser nomeado Ministro da Justiça a partir de 2019.

Amigos, vejam estes nomes: Márcio Thomás Bastos, o inventor da tese do caixa dois de campanha, para salvar Lula do Mensalão. Tarso Genro, que dispensa maiores apresentações. Sua obra-prima é a filha Luciana Genro. José Eduardo Cardozo, o famigerado JEC, um dos Três Porquinhos de Dilma Rousseff. Eugênio Aragão, meu Deus!!!

Todos os senhores acima foram nomeados ministros por Lula e Dilma. Umbando de militantes petistas a serviço do partido e seus comandantes. E nem me refiro a José Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, ministros do STF. Um, ex-advogado do PT e assessor direto de José Dirceu. O outro, amigo íntimo da ex-primeira-dama morta, Marisa Leticia.

Eu poderia falar também sobre Edson Fachin, igualmente ministro do STF, nomeado por quem fez campanha aberta para presidência da República e por sua proximidade com o grupo terrorista MST. O mesmo, aliás, chancelado pelo Grupo JBS para a Suprema Corte. Será por isso que aceitou tão facilmente aquela delação fraudulenta dos irmãos Batista?

Poderia, igualmente, citar outro ministro do Supremo, José Roberto Barroso. Defensor notório da agenda de esquerda, da descriminalização do aborto à liberalização das drogas, passando pela defesa judicial do terrorista italiano Cesare Battisti, abrigado imoralmente no Brasil, por obra do ex-presidente e atual presidiário em Curitiba, Lula da Silva.

Pois bem. Teremos um juiz federal exemplar no comando da pasta da Justiça. Um homem admirado e reconhecido dentro e fora do Brasil — para quem se importa tanto com as opiniões da imprensa estrangeira, isso deveria ser comemorado. Alguém ilibado e jamais suspeito de qualquer tipo de malfeito. Em suma, um exemplo.

Moro, no “comando” (reparem as aspas por favor) da Operação Lava Jato, desmontou a maior quadrilha organizada de assalto aos cofres públicos de um país, da história democrática ocidental. Simplesmente enviou para a cadeia alguns dos maiores e mais poderosos políticos e empresários corruptos do País. Além do ex-presidente mais popular dos últimos anos.

Se já não bastasse, o paranaense é possuidor de um currículo de fazer inveja. Além de Magistrado, é Doutor e Mestre. É diplomado por uma das escolas de Direito mais importantes do mundo, a Harvard Law School. E especialista em lavagem de dinheiro (alô, Luiz Inácio!) internacional, pelo Departamento Norte-americano de Justiça.

Com um histórico assim, o juiz Sérgio Moro deveria estar sendo festejado por todos no Brasil. Mas, não! Exceto a própria população e algumas poucas vozes na imprensa e na política, uma turba indignada (por inveja, rancor, ideologia ou mesmo medo) invade o noticiário e as redes sociais com alegações tão consistentes quanto a crença de vida em outros planetas.

Uma das teses é a de que houve uma orquestração para a prisão de Lula, a vitória de Bolsonaro, o convite a Sérgio Moro e, finalmente, sua eleição à presidência em 2022. Isso tudo, é claro!, fora meticulosamente planejado desde 2013. O curioso é que, até ontem, o plano era: um golpe de Estado, uma intervenção militar e a instalação de um Estado fascista. Ou não?

O fato, meus caros, é que Moro trará uma segurança e credibilidade institucionais jamais vista. O crime organizado, inclusive aquele de dentro do Congresso, finalmente encontrará uma estrutura à toda prova. Estancar a sangria, como queria Romero Jucá, será muito mais difícil agora, senão impossível. Finalmente o Brasil caminha para o enfrentamento real à corrupção.

Ricardo Kertzman

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